E já agora, se me permitirem, vou-me esticar um bocadinho e pedir desculpas aos milhões de pessoas que passavam regularmente por este poiso e que de um momento ficaram mais razões para viver: eu próprio e este blog.
segunda-feira, abril 16, 2007
Nós por cá
O silêncio neste blog só poderia ser quebrado por algo tão extraordinário como ver o Eládio Clímaco a mandar LSD. Não vi o Eládio Clímaco a mandar LSD mas encontrei esta jóia de "jornalismo de interese público".
A notícia foi retirada do JN e envolve um Circo, um hipópotamo, um defensor dos animais e sexo forte e duro
afinal é sem sexo forte e duro
Babem-seeeeeeeee!!!
Hipopótamo divide Rio Tinto
Augusto Correia
Um hipopótamo de duas toneladas é uma das principais atracções do "Circo Cláudios", que há duas semanas assentou praça em Rio Tinto, Gondomar. A presença do animal suscita o interesse e divide as pessoas. Segundo a Associação Animal (AA), várias manifestaram-se preocupadas com o bicho. "Não tenho aqui nenhum animal maltratado", disse Cláudio Torralvo, proprietário do circo. "Esteve cá a veterinária da Câmara, e se houvesse algum problema não tinha licença".
Miguel Moutinho, da Associação Animal, considerou ser "um absurdo a presença de um hipopótamo no circo". Questionou-se sobre como será o dia-a-dia do animal, numa "piscina minúscula, uma banheira". Cláudio Torralvo diz que a piscina tem 15 mil litros de água e que animal dispõe de dois mil litros de água, por dia, para beber. "Como está frio, prefere estar ao sol, em vez de estar dentro de água, mas tenho sempre um funcionário a regá-lo".
Miguel Moutinho considera que "o animal está psicologicamente e emocionalmente doente, como todos no circo". Segundo este dirigente da AA, estudos elaborados por eminentes zoólogos, biólogos e médicos-veterinários "concluíram que não era possível manter os animais em cativeiro em boas condições, nem mesmo os animais domésticos", disse.
"Sem animais, ninguém vinha ao circo", disse Cláudio Torralva. "São animais de trabalho, estão aqui para atrair as pessoas. Se estivessem maltratados, ninguém vinha. E já estou aqui há duas semanas", disse o proprietário circense. "Nunca tive qualquer problema. É a primeira vez que alguém se queixa", vincou.
Miguel Moutinho diz que não, que o Cláudios já foi referenciado por ter um babuíno sem num braço e uma avestruz sem uma asa. "Isso dá-me vontade de rir. Nunca tive macacos", contrapõe Cláudio Torralva, que comprou o circo há quatro anos. Garante que tem todos os papéis em ordem e que não tem qualquer animal apreendido pelo Instituto de Conservação da Natureza (ICN) ou pela Direcção Geral de Veterinária (DGV).
"O ICN e a DGV não fazem qualquer esforço para disciplinar os circos com animais", disse Miguel Moutinho, ao considerar que "o papel do Estado tem sido vergonhoso". Entre 2003 e 2005, a AA fez uma investigação junto de vários circos e reportou situações de crueldade, maus tratos e tráfico de animais. "Está a ser mais fácil mudar comportamentos, fazer perceber às pessoas que os circos com animais são cruéis e pertencem ao passado, que convencer as autoridades cumprir a lei", vincou.
