Alemanha-Costa Rica

Não se podia pedir melhor jogo para ínicio de Campeonato do Mundo. Não pela qualidade de jogo, mas pelos 6 golos marcados, alguns deles do melhor que se vai ver por terras alemãs.
A Alemanha fez o que lhe competia e entrou a todo o gás. Pressionante, com as linhas bem avançadas no terreno, não deixou que os 3 médios da Costa Rica pegassem no jogo. Resultado: aos 6 minutos já se tinha colocado na frente do marcador. Tobias Lahm, defesa lateral do campeão alemão, encheu-se de fé, como dizia o nosso malogrado Jorge Perestrelo, e marcou um golaço da quina da área, fazendo a bola entrar no ângulo do redes.
A Costa Rica empatou 6 minutos depois. Na primeira vez que conseguiu trocar a bola rapidamente a meio campo, Centeno desmarca Paulo Wanchope que à saída de Jens Lehman atira para o um igual.
Um silêncio enorme abateu-se sobre o Allianz Arena. A descrença abateu-se sobre os 70000 alemães que até aí tinham esquecido o pouco crédito que a sua selecção tinha perante a opinião pública.
Mas Miroslav Klose, matador do Werder Bremen, tratou de devolver a alegria as bancadas à passagem do minuto 17, numa emenda ao 2º poste.
A partir daqui só deu Alemanha. A Costa Rica não tinha dinâmica atacante, recuperava a bola mas não se libertava ofensivamente, deixando a Ronald Gomez (o jogador mais feio deste Mundial até à data, porque ainda falta jogar o Caneira) e a Paulo Wanchope a responsabilidade de incomodar a defesa alemã. Numa equipa que jogue com 3 centrais, como a Costa Rica jogou, os defesas laterais assumem um papel importantíssimo. São eles que vão criar os desequilíbrios a meio campo e dar profundidade aos corredores laterais. Ora, sempre que Centeno (medio ofensivo com boa técnica, visão de jogo e excelente capacidade de passe curto e longo) procurava desenvolver os lances ofensivos, apenas Gomez, o feio, e Wanchope, a gazela, criavam linhas de passe, quase sempre na profundidade. Os laterais ficavam encostados à sua defesa, bem como os dois médios mais defensivos, o que permitia à Alemanha pressionar em cima da defesa costa riquenha e recuperar a bola rapidamente.
Na segunda parte, Klose bisou, numa recarga a um cabeceamento do próprio Klose, paradigma da tenrice costa riquenha. Paulo Wanchope ainda assustou aos 73 minutos, quando recebeu um passe magistral de Centeno e airou para o fundo da baliza de Lehman, mas a Alemanha tinha o jogo controlado e aos 89 minutos, Torsten Frings marcou o melhor golo da tarde, num remate a 30 metros da baliza de Porras.
A Costa Rica revelou-se o adversário ideal para a equipa anfitreã iniciar o Torneio. Mansinhos e ingénuos, os caribenhos apenas assustaram nos primeiros 20 minutos. Depois foi um passeio para a Manschaft, que mesmo assim revelou muitas fragilidades defensivas. Esperemos por um teste mais sério.
OS MELHORES:
- Podolsky
- Lahm
- Klose
- Schweinsteiger
- Centeno
- Wanchope
- Árbitro
Adenda:
Nem tudo tem corrido como gostaria. Principalmente no que diz respeito à cobertura que tenho dado ao evento. Não que tenha outras coberturas para fazer. Infelizmente não é disso que se trata.
Mesmo assim tenho acompanhado alguns jogos. Por isso aqui fica uma pequena actualiazação a esta lista dos melhores.
- Philipp Degen
- Joshua Kennedy
- Carlos Edwards
- Cristopher Birchall
- Eddie Johnson
- John Plantsil
- Asamoah Gyan
- Arthur Boka
- Didier Zokora
- Frank Ribery ( the next big thing )
- Daniele de Rossi
E o melhor, Thomas Rosicky

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